
Performance · 2018–2019
I=I — Indetectável = Intransmissível traduz em linguagem visual um dos fatos mais importantes — e menos conhecidos — da ciência do HIV: uma pessoa em tratamento, com carga viral indetectável, não transmite o vírus (o consenso internacional U=U, Undetectable = Untransmittable).
A performance estreou em 1º de novembro de 2018 na Darb 1718, no Cairo, na noite de abertura da Something Else — OFF Biennale Cairo — a primeira performance do artista, realizada justamente num país que proíbe a entrada de pessoas com HIV. “Acharam o remédio e não entenderam que era de HIV”, contou ele à CartaCapital sobre a passagem pela alfândega.
Em 2019, o trabalho ocupou o Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1º de dezembro — Dia Mundial de Luta contra a AIDS — e seguiu para o Rio de Janeiro no mesmo mês. Com o corpo carimbado pelo símbolo I=I, o artista transforma a própria pele em manifesto.

“O que eu vejo hoje é que as pessoas são presas nos anos 80, na capa da Veja do Cazuza. Precisamos de novas representações.”
Vinicius Couto — CartaCapital, 2019